Nos últimos sete anos o CNO da Vicentina atuou junto de cerca de três mil cidadãos residentes, sobretudo, nos concelhos de Aljezur, Vila do Bispo, Lagos e Monchique, tendo tido um contributo determinante para elevar os níveis de escolaridade da população, a par do encaminhamento de centenas de pessoas para várias ofertas formativas.
A Associação Vicentina continua a manifestar uma enorme preocupação sobretudo para com a população adulta com muito baixos níveis de escolaridade e/ou necessidades de formação profissional, e com a população que se encontra em situação de desemprego em resultado do quadro de crise agravado nos últimos meses e dos desajustes ao nível das suas qualificações.
Pelas razões expostas continuamos a considerar estratégica a atuação ao nível da educação e formação de adultos.
20-11-2012
Sónia Felicidade – coordenadora do CNO da Associação Vicentina
CNO DA VICENTINA TEM FINANCIAMENTO APROVADO
Informamos que, foi aprovada a candidatura para o funcionamento do Centro Novas Oportunidades (CNO) da Associação Vicentina, entre janeiro e agosto de 2012.
A Associação Vicentina viu assim corrigida a injustiça da intenção de indeferimento ao financiamento, em sequência da falta de disponibilização de dotação financeira que levou à reprovação de várias candidaturas de Centros Novas Oportunidades a nível nacional.
Deste modo, o Centro Novas Oportunidades da Associação Vicentina continuará a funcionar na plenitude da sua missão e objetivos.
Estamos gratos a todos pela solidariedade demonstrada ao longo deste processo, e nunca é demais agradecer a colaboração das parcerias que contribuem para que o CNO da Associação Vicentina mantenha o seu funcionamento em proximidade, nomeadamente as parcerias institucionais nos concelhos de Vila do Bispo, Aljezur, Monchique e Lagos.
Sónia Felicidade
coordenadora
A descoberta do prazer da leitura – testemunho
O conhecimento das bibliotecas locais é fundamental para o incentivo à prática de leitura e escrita, e nesta medida o CNO leva os candidatos/formandos a conhecer as bibliotecas da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e as municipais em todos os concelhos onde actua. Desta iniciativa, a par de outras actividades, tem resultado a descoberta do prazer da leitura para muitos dos candidatos que frequentam o Centro Novas Oportunidades, em particular o processo de RVCC. Destacamos a experiência vivenciada por um dos candidatos, Nuno Duarte de Monchique, e que elucidamos com a transcrição de um e-mail enviado pelo próprio, e com a sua reflexão sobre a visita efectuada à Biblioteca Municipal de Monchique:
“Olá formadora.
Antes de mais, muito obrigado por ter despertado em mim um leitor que eu pensava não existir. As leituras não podiam ir melhor. Terminei o livro hoje mesmo. Foi por isso que me lembrei de si e vim ver o meu email para ver se já me tinha mandado as (provas do crime na biblioteca).
Vou até aproveitar um vale de 5 € de desconto que me deram quando comprei o meu primeiro livro, para comprar o próximo de muitos, "espero eu".
Um bom ano 2012 também para si cheio de tudo o que mais desejar.”
Cumprimentos.
Nuno Duarte
8 de Janeiro de 2012”
Antes de mais, muito obrigado por ter despertado em mim um leitor que eu pensava não existir. As leituras não podiam ir melhor. Terminei o livro hoje mesmo. Foi por isso que me lembrei de si e vim ver o meu email para ver se já me tinha mandado as (provas do crime na biblioteca).
Vou até aproveitar um vale de 5 € de desconto que me deram quando comprei o meu primeiro livro, para comprar o próximo de muitos, "espero eu".
Um bom ano 2012 também para si cheio de tudo o que mais desejar.”
Cumprimentos.
Nuno Duarte
8 de Janeiro de 2012”
Reflexão sobre a visita à biblioteca Municipal de Monchique:
“No dia 23 de Novembro de 2011, fui com o meu grupo do processo RVCC à Biblioteca Municipal.
Não sabia o que ia lá fazer porque a literatura é uma coisa que não me desperta muito interesse na minha vida, mas a visita fez-me ver que realmente parece um mundo fascinante.
Durante a visita, foi-nos apresentada a biblioteca por uma funcionária que nos disse coisas que eu nem sequer pensava. A literatura está dividida em duas partes, literatura portuguesa e estrangeira, se bem que ainda se subdivide entre: infantil, juvenil e adulta. Os livros estão ainda divididos por separadores como por exemplo: religião, geografia, crónicas, poesia, enciclopédias entre muitas outras.
Dentro deste mundo imenso de livros, há espaço também para podermos fazer pesquisa ou trabalhos nos computadores, ver DVD’s no espaço da televisão e ainda fazer trabalhos ou ler livros nas mesas da sala.
Enquanto estivemos lá, foi-nos dada uma ficha para fazermos, que pedia, entre outras coisas, para identificar qual o autor e editora de determinados livros.
Não foi a primeira vez que lá fui, pois quando ainda estava na escola apanhei um castigo que passava por ir para a biblioteca durante uma semana para fazer um trabalho.
Antes desta mesma existir, já tinha frequentado a outra anterior para fazer pesquisa para alguns trabalhos da escola.”
Nuno Duarte, 23 anos, Monchique, trabalhador agrícola e músico
“No dia 23 de Novembro de 2011, fui com o meu grupo do processo RVCC à Biblioteca Municipal.
Não sabia o que ia lá fazer porque a literatura é uma coisa que não me desperta muito interesse na minha vida, mas a visita fez-me ver que realmente parece um mundo fascinante.
Durante a visita, foi-nos apresentada a biblioteca por uma funcionária que nos disse coisas que eu nem sequer pensava. A literatura está dividida em duas partes, literatura portuguesa e estrangeira, se bem que ainda se subdivide entre: infantil, juvenil e adulta. Os livros estão ainda divididos por separadores como por exemplo: religião, geografia, crónicas, poesia, enciclopédias entre muitas outras.
Dentro deste mundo imenso de livros, há espaço também para podermos fazer pesquisa ou trabalhos nos computadores, ver DVD’s no espaço da televisão e ainda fazer trabalhos ou ler livros nas mesas da sala.
Enquanto estivemos lá, foi-nos dada uma ficha para fazermos, que pedia, entre outras coisas, para identificar qual o autor e editora de determinados livros.
Não foi a primeira vez que lá fui, pois quando ainda estava na escola apanhei um castigo que passava por ir para a biblioteca durante uma semana para fazer um trabalho.
Antes desta mesma existir, já tinha frequentado a outra anterior para fazer pesquisa para alguns trabalhos da escola.”
Nuno Duarte, 23 anos, Monchique, trabalhador agrícola e músico
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